O Paradoxo - Nosso Cosmos

O Paradoxo

Filosoficamente, um paradoxo pode ser descrito como “Contradição que chega, em certos casos, a se opor às razões do pensamento humano ou nega o que a maioria tende a acreditar”.

Mas o que realmente apresenta um paradoxo? Acredito que o paradoxo nos fornece pistas daquilo que está além da nossa compreensão atual do mundo, digamos como o elo perdido entre a mecânica quântica e a mecânica clássica. Exemplos não nos faltam: Banach-Tarski, O Problema das Espécies Presentes, Benford, Trítono. Além disso, muitos mais estão se descobrindo.

O que me chamou atenção esta semana, foi a raiz quadrada de dois, que para ser mais mística ainda, surgiu em uma lenda, não historicamente. Segundo a sequência A002193 na OEIS , seu valor   é :

1,41421356237309504880168872420969807856967187537694807317667973799… e obviamente infinito.

O conceito de número irracional remonta ao conceito de incomensurabilidade, e seus dois tipos são reais algébricos irracionais e reais transcendentes. Nos atentaremos ao segundo tipo.

Várias constantes matemáticas são transcendentes, como Pi (π) e o número de Euler (e). Pode-se dizer que existem mais números transcendentes do que números algébricos!

Ou seja, temos mais números que não são encontrados na natureza do que os números que podemos ver ou contar. Isso abre a porta ao infinito, ao debate infinito, às dimensões infinitas e a respostas que ainda não temos, pois simplesmente não pensamos nas perguntas – não por menos, essas perguntas primordiais se tornam lendas (ou mitos, mas isso deixamos para outro artigo).

É fascinante pensar em que podem haver dimensões em que estes números irracionais sejam a norma ou entrelaçamentos de inúmeras – se não infinitas – dimensões, que constroem a realidade.

Acredito piamente que a vida no universo seja a regra, não a exceção. Acredito que o próprio universo é vivo (ele pulsa como um coração! Mas é também assunto para outro artigo).

E a nossa vida orgânica encerra outra vida que nos é vivida, mas nos é oculta: nossa própria consciência; nossa alma. Senciente, mas oculta.

Isso tudo, em minha opinião, justifica o porquê da vida ser a regra: porque a “não-existência” não há sem a “existência”. Tentando resumir: A não-existência é função da existência, não o inverso.

A cada dia que passa nossa vida vale mais, mesmo que a cada um deles, estejamos mais perto de nosso fim biológico. A cada dia chegamos mais e mais perto de nosso fim racional, mas inexistente. A racionalidade criou a irracionalidade: não existiria o não existente – e como podem perceber, mais um paradoxo em si.

Há pessoas que não acreditam em Deus. Eu discordo. Nada impede que Deus seja como aquela Raiz Quadrada de Dois: existe em nossa mente, mas não pode ser provada racionalmente; pertence a inúmeras dimensões; e é infinito… Mas quem criou Deus? Lembre-se, a vida é regra, não exceção.

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